Contratados para tocar nos festejos de aniversário da cidade de Mata de São João, as bandas locais todos os anos dão show nas apresentações, e arrastam verdadeiras multidões para os espaços públicos da cidade. Já é uma tradição que durante os festejos juninos, natalinos, de bodas e carnaval, que a gestão municipal, contrate esses artistas visando valorizar a prata da casa.
A nossa redação recebeu informações de alguns artistas matenses e munícipes, preocupados com a situação de seus amigos e parentes que ainda não receberam o cachê, acordado entre a prefeitura e algumas bandas da cidade, para tocarem na festa de aniversário desse ano.
Corre nas redes sociais reclamações sobre a morosidade para o pagamento e o questionamento da celeridade com que as bandas grandes são pagas. Nós entramos em contato com um desses artistas, que tem usado as suas redes sociais para sinalizar ao prefeito João Gualberto (PSDB), sobre a situação.
De acordo com as informações, cada banda local deveria receber um valor de R$1.500, para tocar nas festividades do aniversário, no mês abril. De acordo com um dos artistas que não quer ser identificado, até o momento esse valor não foi pago. O artista é um dos que está utilizando suas redes sociais para falar sobre o tema.
“O que acontece é o seguinte, as tratativas são feitas um tempo antes das apresentações das bandas, no contrato eles colocam o prazo de um mês para pagar, embora eu ache um absurdo, haja vista que os valores são de R$ 1.500 reais”. Disse o músico à nossa reportagem.
Ainda segundo o artista, que está buscando entender qual o motivo de tanta demora para o pagamento, ele mesmo não pode ir ao órgão responsável pela contratação, pois não tem contrato assinado. Tal documento é celebrado segundo ele, entre a banda e a prefeitura.
Ele também sinaliza que alguns prazos para o pagamento, de acordo com as datas das apresentações, ainda não completaram 1 mês. E que segundo seu entendimento, as bandas que tocaram nos dias 1,2 e 3 de abril, já deveriam ter recebido pelo trabalho.
“Só me espanta o fato de tanta falta de cuidado para o pagamento de valores tão irrisórios. Eu não posso procurar a instituição porque não tenho contrato assinado com eles, só fiz o comentário na minha rede social mesmo”. Afirma o artista.
Nossa produção falou com a Secretária da Cultura do Município de Mata de São João, Manuela Seixas, sobre essa demanda de alguns artistas. Segundo a gestora da pasta, não existe atraso de pagamento de bandas.
“As bandas que tocaram no dia primeiro a gente aguarda, elas emitirem a nota fiscal. A gente só abre o processo de pagamento após a emissão da nota fiscal. E após a emissão da nota fiscal, tem no contrato que a gente tem até 30 dias após o recebimento da nota, para pagar”. Disse a secretária.
Ainda segundo Manuela, a maioria das bandas ainda não entregou a nota fiscal e que a prefeitura, através da secretaria, está entrando em contato com os responsáveis, para que eles emitam o mais rápido possível esse documento.
“As bandas que tocaram no dia 1º de abril, deveriam ter entregue as notas fiscais no dia 4. A maioria, nenhuma entregou”. Comentou a secretária que ainda afirmou que os processos de pagamento, já estão na contabilidade, mas infelizmente não podem ser pagos pela falta dessas notas.
“Os artistas todos tem conhecimento disso. Essa é uma situação que está na rua que não é verídica”. Disse Manuela que ainda afirmou que todos esses pontos foram explicados no momento da contratação aos responsáveis pelas bandas. E continuou pontuando que não é que a prefeitura não queira pagar, mas que a situação fiscal das bandas, devem estar em dias para o recebimento.
“Eu entendo que é um momento novo porque antigamente as contratações era por meio de uma produtora, uma contratação direta. Eles não estão habituados a isso que é algo que deve melhorar e virar uma rotina. Acredito que nos próximos eventos eles estejam mais cientes”. Pontuou a secretária Manuela Seixas.
As apresentações que aconteceram entre os dias 1º a 16 de abril, tanto na sede como no litoral, foi uma volta do calendário de eventos da cidade, após dois anos sem grandes eventos culturais em função da pandemia da Covid-19.