
Não muito tempo atrás, os brinquedos sexuais só poderiam ser encontrados em sex shops escondidos em becos e em partes duvidosas das grandes cidades. Agora, os sex toys já estão disponíveis em todo lugar, na internet, principalmente, em marketplaces como a pantynova, pioneira do setor de bem-estar sexual no Brasil. De acordo com o Twitter, a menção ao termo "bem-estar sexual”, inclusive, cresceu seis vezes entre 2018 e 2021.
Segundo reportagem publicada no The Economist, em 2023, essa tendência, que já está em alta, tende a acelerar. Uma pesquisa da pwc mostra que de 25 e 30% dos adultos nas Américas, principalmente no Brasil, Grã-Bretanha e França já possuem brinquedos sexuais. Um terço deles havia comprado os dispositivos nos últimos três anos e o mercado continuará em alta e a crescer rapidamente em 2023.
Nas projeções do Allied Market Research, até 2027, o mercado de bem-estar sexual deve alcançar a cifra de US$ 108 bilhões. Um crescimento de quase 40% frente aos US$ 78 bilhões que movimentou em 2020. As vendas serão impulsionadas não apenas pela demanda do consumidor, mas também por designs inovadores que são atraentes para novos usuários.
“Os produtos sempre traziam embalagens com corpos de mulheres hipersexualizadas, não eram desenvolvidos e pensados para satisfazerem os corpos e prazeres femininos e, de modo geral, eram de baixa qualidade e durabilidade. Quando entendemos que essa era, provavelmente, uma demanda de outras pessoas, realizamos uma pesquisa em que foram ouvidas cerca de 500 mulheres, para entendermos que essa dor não era apenas nossa. Fomos pioneiras no setor aqui no Brasil e estamos em pleno crescimento”, diz Izabela Starling, cofundadora da pantynova.
Os produtos da pantynova, por exemplo, são todos desenvolvidos em silicone médico e com o acabamento pensado nos mínimos detalhes para que todos os usuários sintam prazer e felicidade ao usá-los.
“Passamos então a pesquisar para criar o que havia de mais inovador no mundo em dildos, strapons e vibradores. Tivemos muito cuidado na hora de desenvolver todas as peças, desde as cores, texturas até as embalagens e orientações de uso em português. Com isso, crescemos rapidamente e passamos a ampliar nossos produtos para atender cada vez mais a diversidade de corpos e do nosso público, além de sempre manter nas nossas redes e site conteúdo informativo para despertar uma sexualidade cada vez mais natural e com menos tabus”, comenta Heloisa Etelvina, cofundadora da pantynova.
Provando a tendência de crescimento do setor, a pantynova, em 2021, faturou R$ 12 milhões, com estimativa de crescer 20% em 2022 e de dobrar o faturamento até 2024. Mas não significa que é fácil. A empresa ainda encontra dificuldades em promover sua atuação nas redes sociais, por exemplo. O Facebook, Instagram e TikTok não permitem que os produtos sejam expostos em posts nos perfis da marca e também em publicações patrocinadas, com o argumento de que proteger os usuários que podem não aprovar "potenciais experiências negativas”.
“Como pioneiros, passamos por todas as dificuldades para nos consolidar no mercado. Não tínhamos outras empresas como benchmark, por exemplo, então nossa chance de falhar era muito maior, afinal, ninguém mais fazia o mesmo que nós e se posicionando como fizemos. Adotamos a estratégia de "Blue Ocean", que consiste na busca simultânea de diferenciação e baixo custo para abrir um novo espaço de mercado”, explica Derek Derzevic, cofundador da pantynova.
“Além disso, tivemos e ainda temos diversas restrições de publicidade e propaganda, porque o mercado entendia o que fazíamos como pornografia, o que não é a realidade nem de longe. Focamos em bem-estar e educação sexual e em momento algum trouxemos imagens ou até mesmo correlação à conteúdo pornográfico. Então, nasceu a necessidade de uma estratégia de marketing focada em crescimento orgânico, que nos trouxe até aqui”, finaliza.
Sobre a pantynova
A Pantynova, scale-up pioneira no mercado de bem-estar sexual brasileiro, nasceu em 2018 com o objetivo de contribuir na descoberta da sexualidade de forma natural, leve e divertida. Fundada e gerenciada apenas por pessoas LGBTQIAP+, a empresa - que desenvolve produtos próprios, entre eles 15 vibradores e uma linha de lubrificantes veganos - foi selecionada para aceleração pela Endeavor em 2021. Acesse em: www.pantynova.com
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