O prefeito de Mata de São João em entrevista a Rede Bahia, nesta quarta-feira (30), afirmou que propôs ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, que o Estado criasse uma Lei para que o município pudesse contratar policiais e arcar com as horas extras dos profissionais de segurança pública. O gestor se encontrou com Jerônimo e o subsecretário Marcel Oliveira, que esteve representando o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, que está em viagem.
“Quero propor a criação de uma Lei para que o município possa contratar os policiais que não estejam no exercício de sua função no momento. A gente sabe que muitos policiais muitas vezes complementam seu salário fazendo hora extra fora e poderia de farda mesmo trabalhar no próprio município e receber oficialmente pela prefeitura”, ressalta Gualberto.
Questionado sobre o que o governador achou da sugestão, João Gualberto disse que Jerônimo iria estudar sobre o assunto. “O secretário disse que na segunda-feira este estudo estaria pronto. Ele já sabia desse assunto. Ceará e São Paulo já faz isso e parece que deu certo. É uma sugestão que vinha falando a muito tempo”, dispara.
Após a chacina que ocorreu no município na madrugada da segunda-feira (28), o prefeito tem buscado de maneira mais frenética junto com o governo do estado uma solução para o problema de segurança pública no município. Segundo Gualberto na segunda ele esteve falando com Jerônimo, que em ligação se mostrou muito preocupado com a situação. Hoje esteve reunido com as autoridades em Salvador. “Falei por telefone com o governador, o secretário de segurança pública estava viajando, mas estava junto conosco falando. Ele ( governador) falou da preocupação, lógico, foi um caso que todo mundo tá comentando, é natural que ele se preocupe também. Estive em março ou em abril com o secretário falando da situação que está em Mata, e nada adiantou. Levei alguns problemas, como a quantidade do efetivo de policial muito pequeno, nós temos uma cidade complexa, Imbassai, Praia do Forte, Complexo de Sauípe todos fazem parte de Mata e a sede da cidade fica depois de Dias d’Ávila, depois de Camaçari. Os problemas todos sabem, só não vejo solução”, disse em entrevista ao Portal Uol.